Sou autista e luto pelo fim da violência contra a mulher!

Sou autista e luto pelo fim da violência contra a mulher!

                                                                                 


  ABRAÇA lança campanha nacional pelo fim da violência contra a mulher

A violência contra a mulher é uma grave violação dos direitos humanos e continua sendo uma realidade presente na vida de milhões de brasileiras. Quando falamos de mulheres autistas, essa realidade é atravessada por barreiras adicionais relacionadas ao capacitismo, ao diagnóstico tardio, à invisibilização social e à falta de acessibilidade nos serviços de proteção e acolhimento. Diante desse cenário, a ABRAÇA – Associação Brasileira para Ação pelos Direitos das Pessoas Autistas – lança sua Campanha Nacional 2026 com o tema:

“Sou autista e luto pelo fim da violência contra a mulher.”

A campanha tem como objetivo ampliar o debate público sobre violência de gênero e deficiência, fortalecer a incidência política, produzir materiais educativos acessíveis e promover espaços de escuta, acolhimento e mobilização social.

Embora mulheres autistas tenham seus direitos garantidos pela Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (CDPD) e pela legislação brasileira, muitas permanecem invisíveis para as estatísticas, para as políticas públicas e até mesmo para as redes de proteção. 

Diversos estudos apontam que mulheres autistas apresentam maior vulnerabilidade à violência psicológica, sexual, institucional e doméstica, frequentemente agravada por fatores como isolamento social, dependência econômica, infantilização e barreiras de acessibilidade.

Ao longo de 2026, a campanha será desenvolvida a partir de quatro eixos temáticos:

Eixo 1 – Violências contra mulheres e pessoas não-binárias

Debate sobre violência física, psicológica, sexual, patrimonial e institucional, bem como as barreiras para denúncia e acesso à justiça.

Eixo 2 – Subdiagnóstico e invisibilização das mulheres autistas

Reflexão sobre diagnóstico tardio, camuflagem social, estereótipos de gênero e desigualdades sociais.

Eixo 3 – Quem cuida também precisa de cuidado

Discussão sobre a sobrecarga de mulheres cuidadoras, especialmente mães autistas e mães solo.

Eixo 4 – Violência de gênero e o papel dos homens autistas no enfrentamento ao machismo

Promoção do diálogo sobre masculinidade, prevenção da violência, respeito às diferenças e construção de relações mais igualitárias.

A ABRAÇA convida toda a comunidade autista, profissionais, familiares, gestores públicos, movimentos sociais e a sociedade em geral a se unirem nessa luta.

Não existe inclusão real enquanto mulheres continuarem vivendo sob violência, silenciamento e exclusão.

Acesse o manifesto aqui: Campanha 2026 “Sou autista e luto pelo fim da violência contra a mulher”

Demais materiais da campanha: clique aqui e acesse